quarta-feira, 31 de agosto de 2011

A DONA DO POEMA


A DONA DO POEMA
 HL

Festa na superfície.
Junto aos vasos quebrados
As raízes expostas
Com um raio de sol
Por testemunha do ato

Junto à janela, sentada
Em uma cadeira de pérolas
A menina escreve poemas
Lança além da janela a alma
Que brinca de fugir dela

Alheia a qualquer comércio
Ela escreve o que só ela
Pode entender e todos
Passearão na superfície
Em dia de quermesse

O engenho se move

O pensamento  vai longe
Buscar a palavra certa
Que mora em rua deserta
Em casa pequena
De grandes janelas

Olhos enormes espreitam o dono
 da casa que estende a mão  pela fresta
 Assopra  a poesia que nela havia
Para alegria da menina em festa
Que reduz a termo o ser poeta.

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