As malas arriadas ao rés do corpo
As mãos frias ao longo
Um peso de medo forçando os ombros
Olhar rotativo querendo guardar
Coisas,
Cheiros que se perderão quando outros odores...
A casa fica
As coisas ficam
Um desejo intenso de incorporar-se
De ser tão parte que a parte seria inteiro
Cimento areia ciúme desejos caibros
Poltronas pessoas livros tardes ruivas
A serenidade das lembranças
Amacia a ânsia pedindo licença
Para se acomodar na sacada
Ver a rua que não mais será visão
Quando as mãos forem arregimentadas
Os braços paralelos
Os passos forem deixando uma marca
Uns sons
Os músculos abandonam
Os joelhos em 45 graus
A casa vai ficando pequena
Antes que os olhos condenem
A distância degusta lembranças
Amanhã nada mais restará de hoje
Em nossas Vidas
Nenhum comentário:
Postar um comentário