Pouco conhecera
Muito amara
Nas distrações
Adivinhava-a
Lutou por merecê-la
Amarras
Outras apareceram
Nem nada
Passou o tempo
Esperanto
Os olhos amando
Um encanto
Sem luzes, fidalguia
Era só um homem
Guardando os dias
Nem sabe aonde
Tornou-se deusa
De imaginada
Ele, fera presa
Ao que criara
Os seus caminhos
Foram traçando
Um labirinto
De enganos
Por fim, o momento
Do adeus desejado
Ao sofrimento
Que era amparo
Frente a frente
Com o destino
Viu-se, temente
A sós consigo
O mistério
Revelara-se
Seu ministério
Em si findava
Sem a conhecer
Imaginara
Amor de doer
Uma clava
Ela, sem saber
O fustigara
Por outro arder
Que não amava
Ele sem prumo
Ela dissecada
Dois assuntos
Sem palavra
Muito dele
Ela calada
Ela era ele
Ele era nada
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